LIVRO: CONTOS NEGREIROS
ANO DE LANÇAMENTO: 2005
AUTOR: MARCELINO FREIRE
EDITORA: RECORD
NÚMERO DE PÁGINAS: 110
CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆
SINOPSE: Um dos expoentes da nova geração de escritores brasileiros, Marcelino Freire se inspirou em clássicos brasileiros como Cruz e Sousa, Lima Barreto e Jorge de Lima para criar os contos deste livro. Apresentando uma releitura moderna do preconceito, Contos negreiros esquadrinha, com ironia e bom humor, questões como o homossexualidade e o conflito de classes.
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de resenha por aqui. Vamos conhecer a obra!
E como não poderia deixar de ser, em CONTOS NEGREIROS o principal foco é a população negra em sua maioria, mostrando situações como o preconceito e a condição social. Além disso, há histórias sobre mulheres e gays para compondo o corpo do livro (sinopse super mequetrefe porque é um livro de contos né gente). Para já dar aquela carteirada básica, a obra ganhou o Jabuti de melhor livro de crônicas/contos do ano de 2006 (caso vocês não conheçam, o Jabuti é o maior prêmio literário do Brasil em relação a obra única [existem premiações para livros e para conjuntos de obras, como o Nobel e o Camões] e com maior eu estou falando o que dá mais $$$). Freire traz nesses contos a sua habilidade fazendo com que um texto curtíssimo te dê mais porrada que muito romance por aí. A primeira coisa que chama a atenção na prosa de Marcelino é a sua poética fortíssima, principalmente porque seus textos geralmente parecem monólogos de personagens (talvez por isso ele os chame de Cantos) e eles dialogam fortemente com a língua do povo e com certos trejeitos característicos, sem perder a beleza da estrutura do texto e de sua montagem muito original, coisa que faz com que os velhos conservadores da academia não possam ignorar esse gênio, mesmo falando o que ele fala. Agora das tramas em si, vou só destacar algumas para vocês ficarem com o gostinho na boca: em Solar dos Príncipes, a historia é sobre alguns homens tentando entrar em um condomínio para entrevistar os moradores e saber como é o domingo deles, uma das narrativas mais longas do livro e fala sobre a diferença social do Brasil e do preconceito velado; em Coração, vemos uma perseguição de um gay ao seu crush de metrô, um conto divertidíssimo que diferencia por sair do tema principal, mas pontua ainda mais a polifonia característica na obra de Freire; e por fim o conto Nossa Rainha é sobre a filha de uma trabalhadora da favela que cisma em ser a Rainha Xuxa, o que, para mim representa basicamente por que a meritocracia é um conceito falho. Se você caro leitor e caríssima leitora curte livros de contos, este aqui é obrigatório. É isso pessoal. Espero que tenham curtido a resenha. Até a próxima!
Parece ser uma obra encantadora e muito marcante. Gostei de ver.
ResponderExcluirBoa semana!
O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!
Jovem Jornalista
Instagram
Até mais, Emerson Garcia
É sim Emerson! Se você curte ler contos, este livro aqui irá agradar-lhe por completo. Abraço!
ExcluirAcredito que seja um livro com uma narrativa muito interessante de ler.
ResponderExcluir.
Saudações poéticas e amigas.
.
Poema: “ Apenas Amor “
.
É sim Ryk@rdo! Não deixe de conferir. Abraço!
ExcluirPois é meu caro! Darei uma passada lá em seu canal para saber sobre o livro. Abraço!
ResponderExcluir