Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Enquanto a Alma Me Escapava Pelos Meus Olhos Foi durante a noite. Ou melhor foi durante a ausência de mim. Quando o sono não me carregava, mas sim me cuspia para fora do corpo, feito alguém que nunca pertenceu à própria carne. Eu me vi. Sim — me vi deitado. Pálido. Imóvel. Vazio. Como se a morte ensaiasse o meu corpo em silêncio. Meu espírito, ou sei lá o quê, flutuava por cima de mim como uma dor que não cabe. E eu sentia o peso do invisível me atravessando, como uma presença que não tinha nome mas me conhecia melhor que qualquer humano. Eu quis voltar. Mas não sabia como. Havia um medo absurdo de nunca mais habitar o corpo. Um medo que grita sem boca, que implora sem voz. E não havia ninguém para me chamar de volta. Só o escuro. Só o frio. Só a verdade nua de que há dimensões que não respeitam relógios, leis, religiões ou lógicas. Eu voltei. Aos trancos e barrancos. Com a al...
Livro: O Estranho Caso do Cachorro Morto
Editora: Record
Autor: Mark Haddon
Sinopse:
O ESTRANHO CASO DO CACHORRO MORTO é um livro original, bem escrito e envolvente. Uma história de mistério e descobertas como nenhuma outra. Haddon convida o leitor a embarcar ao lado de Christopher em uma emocionante viagem que vai virar o mundo do jovem de cabeça pra baixo e cativar o leitor até o fim.
Olá queridos leitores e leitoras, preparados para mais uma resenha literária. Venham comigo descobrir minhas impressões à respeito da obra.
Nesse livro inovador temos uma estória
sensacional escrita em primeira pessoa, por um garoto de 16 anos, autista. Conhecer como funciona sua cabeça, sua forma de pensar e suas reações é muito interessante, muito embora um tanto assustador.
O livro conta uma estória de mistério como nenhuma outra. Isso porque o detetive, que também é o narrador, é um menino de dezesseis anos que possui autismo, um garoto peculiar que sabe muito de matemática, mas nada de relacionamentos humanos.
Tão divertido quanto triste, a obra é uma imersão detalhada na realidade de alguém cuja mente é muito diferente das da maioria das pessoas. Christopher Boone, o pequeno narrador, não entende os valores humanos, o comportamento da pessoas, nem sequer os sentimentos de seus próprios pais. Por essa razão, não gosta de literatura, pois não se sente vinculado a ela, exceto nos casos dos livros de detetives, que são mais racionais do que sentimentais, em especial aqueles que são frios e calculistas como um Sherlock Holmes, que é o seu predileto.
Inspirado por essas estórias, o pequeno Boone decide investigar a morte do cachorro de uma vizinha sua. Nessa jornada, acompanhamos de coração apertado os ingênuos passos do garoto autista, que consegue fazer deduções incríveis a partir de pequenos detalhes objetivos, mas que nunca consegue enxergar motivações subjetivas, mesmo quando elas estão escancaradas na frente de seu nariz. Assim, por seus próprios meios, Boone vai desvendando o mistério da morte do cachorro – e nós, leitores (as), vamos desvendando as engrenagens da mente do garoto autista enquanto ele aprende a lidar com um mundo para o qual ele não parece ter sido criado. E nesse jogo a leitura é instigante ao extremo.
Formidável exercício de reconhecimento das diferentes formas que um cérebro pode funcionar – e, portanto, de conscientização e até de auto-análise –, nesse livro foi feito um trabalho muito bem construído, e perceptivelmente bem embasado, que vai além da mera informação sobre o que é ser um autista para nos colocar de fato na pele de alguém com essa característica (a qual não é uma doença, mas apenas uma configuração diferente na predisposição do cérebro para enxergar o mundo e as pessoas). Infelizmente na sociedade existem pessoas que enxergam esse tipo de característica diferente de a maioria das pessoas como uma aberração genética os tornando vítimas de preconceito sem embasamento real do que pensam. Finalizo por aqui, espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!
Editora: Record
Autor: Mark Haddon
Sinopse:
O ESTRANHO CASO DO CACHORRO MORTO é um livro original, bem escrito e envolvente. Uma história de mistério e descobertas como nenhuma outra. Haddon convida o leitor a embarcar ao lado de Christopher em uma emocionante viagem que vai virar o mundo do jovem de cabeça pra baixo e cativar o leitor até o fim.
Olá queridos leitores e leitoras, preparados para mais uma resenha literária. Venham comigo descobrir minhas impressões à respeito da obra.
Nesse livro inovador temos uma estória
sensacional escrita em primeira pessoa, por um garoto de 16 anos, autista. Conhecer como funciona sua cabeça, sua forma de pensar e suas reações é muito interessante, muito embora um tanto assustador.
O livro conta uma estória de mistério como nenhuma outra. Isso porque o detetive, que também é o narrador, é um menino de dezesseis anos que possui autismo, um garoto peculiar que sabe muito de matemática, mas nada de relacionamentos humanos.
Tão divertido quanto triste, a obra é uma imersão detalhada na realidade de alguém cuja mente é muito diferente das da maioria das pessoas. Christopher Boone, o pequeno narrador, não entende os valores humanos, o comportamento da pessoas, nem sequer os sentimentos de seus próprios pais. Por essa razão, não gosta de literatura, pois não se sente vinculado a ela, exceto nos casos dos livros de detetives, que são mais racionais do que sentimentais, em especial aqueles que são frios e calculistas como um Sherlock Holmes, que é o seu predileto.
Inspirado por essas estórias, o pequeno Boone decide investigar a morte do cachorro de uma vizinha sua. Nessa jornada, acompanhamos de coração apertado os ingênuos passos do garoto autista, que consegue fazer deduções incríveis a partir de pequenos detalhes objetivos, mas que nunca consegue enxergar motivações subjetivas, mesmo quando elas estão escancaradas na frente de seu nariz. Assim, por seus próprios meios, Boone vai desvendando o mistério da morte do cachorro – e nós, leitores (as), vamos desvendando as engrenagens da mente do garoto autista enquanto ele aprende a lidar com um mundo para o qual ele não parece ter sido criado. E nesse jogo a leitura é instigante ao extremo.
Formidável exercício de reconhecimento das diferentes formas que um cérebro pode funcionar – e, portanto, de conscientização e até de auto-análise –, nesse livro foi feito um trabalho muito bem construído, e perceptivelmente bem embasado, que vai além da mera informação sobre o que é ser um autista para nos colocar de fato na pele de alguém com essa característica (a qual não é uma doença, mas apenas uma configuração diferente na predisposição do cérebro para enxergar o mundo e as pessoas). Infelizmente na sociedade existem pessoas que enxergam esse tipo de característica diferente de a maioria das pessoas como uma aberração genética os tornando vítimas de preconceito sem embasamento real do que pensam. Finalizo por aqui, espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!

Oi Luciano, ótima resenha, fiquei me sentindo muito curiosa com o livro, adoro livros assim, é diferente do convencional né e claro, eu adoraria ler!
ResponderExcluirBeijos Mila
Daily of Books Mila
Oi, Camila! O livro é bastante diferente do convencional, o livro é sensacional. Beijo!
ExcluirComo ele já é detetive aos 16?
ResponderExcluirhttps://juliamodelodemodelo.blogspot.com/
Oi, Julia! Por ser autista a realidade dele é diferente de as outras pessoas.
ExcluirGostei da ideia do livro. Fora que é uma oportunidade de ver como é o "outro lado" da situação, já que agora vemos pelo lado de uma pessoa autista. Curti a indicação. ^^
ResponderExcluirBjks!
Mundinho da Hanna | Instagram | Skoob
Oi, Hanna! O livro é espetacular. Leia-o e me conte sua experiência de leitura. Beijo!
ExcluirOi, Luciano, como vai? Nunca li o livro, mas o título me despertou curiosidade, e de um modo não exatamente positivo, afinal gosto muito dos cachorros vivos. Na verdade, não tenho lido muito (me refiro à ficção, romances, etc.), mas já trabalhei alguns anos em uma livraria para uma editora e gostava muito de viver rodeado pelos livros, além de, naquela época, ter lido muito. Um abraço.
ResponderExcluirOi, Ulisses! O livro é excelente, quando puder leia-o. Trabalhar rodeado de livros deve ser prazeroso, para os leitores (as) é claro. Um abraço!
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