Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Prece da Noite e do Vento Se cai a noite, tudo flui — me leva o vento. Onde ele quiser. Lua, minha guia silente. Me conduz até o sol renascer. Louco, sim, mas não marginal. Faço muito com pouco, sou essencial. Louco, todo mundo tem um pouco. Eu carrego quase cem no meu troco. Sem entorpecer, nasci apressado. Sete meses, um ser acelerado. Mais um comum, mas essa noite é louca. Quero nascer de novo, alma pouca. Do sereno sou, o que a noite traz? Mulheres, histórias, ressacas e paz. Do orvalho sou, o que a noite dá? Perigos, loucuras, vergonhas, sei lá. Se jogar é viver, celebrar, só lazer. Meu caminho a noite sabe guiar. Somos nós outra vez, no ar a voar. Na madrugada, o efeito a pulsar. Se a madrugada obtém o melhor de mim. Estou na fé que me ilumina assim. Tenho o tempo, meu aliado fiel. Saio só quando o sol abrir o céu. Madruga me chama, já sei. Portas se abrem onde eu estive...
Livro: A Vovó Chamou o Diabo para a Ceia
Editora: Amazon
Autor(a): Juliana Daglio
Sinopse:
Poucas coisas nesse mundo têm mais de dois nomes; dentre elas está a realeza brasileira, as genitálias humanas, o próprio ato sexual, e, claro, o Diabo. Seria difícil escolher entre uma de suas múltiplas alcunhas.”
A Ceia de Natal está posta à mesa. A Velha casa dos Vieira arrumada e enfeitada com luzes coloridas e guirlandas. Os quatro filhos da falecida matriarca já chegaram, três dos onze netos também vieram. Os sete membros da família estão sentados na sala, esperando para cumprirem o último desejo de Olegna: assistirem juntos o vídeo com suas últimas palavras.
Quando o rosto da mulher aparece na tela, já abatida pela doença que ceifou sua vida, sua família mal pode acreditar nas palavras ouvidas. Ao que parece, há um convidado especial entre eles; as portas estão fechadas, os telefones mudos, o pavor se alastrando e os velhos problemas da família emergindo e trazendo o caos. A ceia não é mais feita de peru, farofa com uva passa e salpicão. A refeição principal agora são os pecados e a alma dos Vieira.
Porque a Vovó chamou o Diabo para a Ceia, e ninguém vai sair vivo de lá.
Olá queridos leitores e leitoras, preparados para mais uma resenha literária. Venham comigo descobrir minhas impressões à respeito da obra.
A leitura desse conto natalino em tom de terror e sangue jorrando em desgraças da família reunida na data comemorativa diz muito à nossa sociedade, que por vezes, esquece os laços afetivos de sangue que os une, lembrando que os existe somente em épocas festivas como o Natal por exemplo. A obra é de fato uma crítica a esse comportamento hipócrita enrustido na raça humana, sobretudo quando o assunto é sobre comemoração. As mortes elaboradas nesse conto são de tirar o chapéu de quem as criou, não à toa Juliana Daglio é uma das melhores autoras desse país tropical merecidamente. O sangue exposto de forma suave, mas não menos visceral é digno de comparação com os melhores do gênero como Poe e o senhor Stephen King para quem quiser fazer a comparação. A suavidade da escrita de Juliana Daglio com sua extrema destreza e singularidade na narrativa dão um charme todo especial à esse conto. Se você leitor(a) ler o conto no Natal por exemplo, acredito que a sensação da leitura será diferenciada da realizada fora da data comemorativa, pelo simples motivo de tudo o que está descrito parecer tão verídico que, provavelmente você nunca mais terá os mesmos olhos para o Natal. O conto não chega a ser assustador, contudo a sensação de pavor e nebulosidade sombria e macabra é um pouco assustador, principalmente se você for uma pessoa de uma sensibilidade mais aguçada. De todo o modo é uma leitura agradabilíssima e super rápida de se fazer, só não tenha arrepios inebriantes depois, principalmente depois da zero hora com as velas apagadas daquela ceia sepulcral. O conto é mais que indicado, muito bom e cada vez mais admiro o talento nato de Juliana Daglio.
Quote favorito.
Fausto e os meninos ficaram presos no hotel disse Carlota, num tom falso de parcimônia.
Com a explicitação desse quote finalizo a resenha. Espero que tenham gostado e até a próxima!
Editora: Amazon
Autor(a): Juliana Daglio
Sinopse:
Poucas coisas nesse mundo têm mais de dois nomes; dentre elas está a realeza brasileira, as genitálias humanas, o próprio ato sexual, e, claro, o Diabo. Seria difícil escolher entre uma de suas múltiplas alcunhas.”
A Ceia de Natal está posta à mesa. A Velha casa dos Vieira arrumada e enfeitada com luzes coloridas e guirlandas. Os quatro filhos da falecida matriarca já chegaram, três dos onze netos também vieram. Os sete membros da família estão sentados na sala, esperando para cumprirem o último desejo de Olegna: assistirem juntos o vídeo com suas últimas palavras.
Quando o rosto da mulher aparece na tela, já abatida pela doença que ceifou sua vida, sua família mal pode acreditar nas palavras ouvidas. Ao que parece, há um convidado especial entre eles; as portas estão fechadas, os telefones mudos, o pavor se alastrando e os velhos problemas da família emergindo e trazendo o caos. A ceia não é mais feita de peru, farofa com uva passa e salpicão. A refeição principal agora são os pecados e a alma dos Vieira.
Porque a Vovó chamou o Diabo para a Ceia, e ninguém vai sair vivo de lá.
Olá queridos leitores e leitoras, preparados para mais uma resenha literária. Venham comigo descobrir minhas impressões à respeito da obra.
A leitura desse conto natalino em tom de terror e sangue jorrando em desgraças da família reunida na data comemorativa diz muito à nossa sociedade, que por vezes, esquece os laços afetivos de sangue que os une, lembrando que os existe somente em épocas festivas como o Natal por exemplo. A obra é de fato uma crítica a esse comportamento hipócrita enrustido na raça humana, sobretudo quando o assunto é sobre comemoração. As mortes elaboradas nesse conto são de tirar o chapéu de quem as criou, não à toa Juliana Daglio é uma das melhores autoras desse país tropical merecidamente. O sangue exposto de forma suave, mas não menos visceral é digno de comparação com os melhores do gênero como Poe e o senhor Stephen King para quem quiser fazer a comparação. A suavidade da escrita de Juliana Daglio com sua extrema destreza e singularidade na narrativa dão um charme todo especial à esse conto. Se você leitor(a) ler o conto no Natal por exemplo, acredito que a sensação da leitura será diferenciada da realizada fora da data comemorativa, pelo simples motivo de tudo o que está descrito parecer tão verídico que, provavelmente você nunca mais terá os mesmos olhos para o Natal. O conto não chega a ser assustador, contudo a sensação de pavor e nebulosidade sombria e macabra é um pouco assustador, principalmente se você for uma pessoa de uma sensibilidade mais aguçada. De todo o modo é uma leitura agradabilíssima e super rápida de se fazer, só não tenha arrepios inebriantes depois, principalmente depois da zero hora com as velas apagadas daquela ceia sepulcral. O conto é mais que indicado, muito bom e cada vez mais admiro o talento nato de Juliana Daglio.
Quote favorito.
Fausto e os meninos ficaram presos no hotel disse Carlota, num tom falso de parcimônia.
Com a explicitação desse quote finalizo a resenha. Espero que tenham gostado e até a próxima!

Olá, Luciano.
ResponderExcluirEu peguei esse livro grátis no Halloween. Mas fiquei sem coragem de ler por causa do título hehe. Já li outros livros da autora e assim que der vou ler ele.
Prefácio
Oi, Sil! Quando puder não deixe de o ler, irá se agradar da leitura.
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