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Resenha: Fim de Jogo

LIVRO: FIM DE JOGO ANO DE LANCAMENTO: 2022 AUTOR: DANIEL COLE EDITORA: ARQUEIRO NÚMERO DE PÁGINAS: 304 CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆ Sinopse: O suposto suicídio do policial aposentado Finlay Shaw tira o controverso detetive William Fawkes, conhecido por todos como Wolf, de seu isolamento autoimposto. Enquanto tenta se defender de uma condenação pelos crimes praticados durante o caso Boneco de Pano, Wolf se lança numa corrida contra o tempo para chegar à verdade sobre a morte do amigo. Mal sabe ele que está lidando com questões do passado do policial aposentado que ameaçam pessoas poderosas dentro da própria corporação. Apenas uma força-tarefa unida pelos laços de amizade com Finlay será capaz de solucionar o mistério. Isso se seus integrantes chegarem vivos ao final. Olá, caros leitores e caríssimas leitoras. Como estão?  Preparados para mais uma resenha literária? Vamos conhecer então! Três anos depois da publicação de Boneco de Pano, seu thriller de estreia, Daniel Cole encerra o que ele consid

Resenha: A Filha Perdida

LIVRO: A FILHA PERDIDA

ANO DE LANÇAMENTO: 2016

AUTORA: ELENA FERRANTE

EDITORA: INTRÍNSECA

NÚMERO DE PÁGINAS: 176

CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆





Sinopse: O terceiro romance da autora que se consagrou por sua série napolitana acompanha os sentimentos conflitantes de uma professora universitária de meia-idade, Leda, que, aliviada depois de as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai, decide tirar férias no litoral sul da Itália. Logo nos primeiros dias na praia, ela volta toda a sua atenção para uma ruidosa família de napolitanos, em especial para Nina, a jovem mãe de uma menininha chamada Elena que sempre está acompanhada de sua boneca. Cercada pelos parentes autoritários e imersa nos cuidados com a filha, Nina parece perfeitamente à vontade no papel de mãe e faz Leda se lembrar de si mesma quando jovem e cheia de expectativas. A aproximação das duas, no entanto, desencadeia em Leda uma enxurrada de lembranças da própria vida — e de segredos que ela nunca conseguiu revelar a ninguém. 




Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Preparados para mais uma resenha literária? Vamos conhecer então!




Um abraço confortável, um ombro para chorar, uma amiga para a vida toda. A presença mais forte e o laço mais fraternal e bonito. Um lugar para chamar de lar. Estas seriam algumas das possíveis definições da palavra MÃE... se vivêssemos em um cenário perfeito. Afinal, somos humanos, e humanos cometem erros o tempo todo. Ninguém está imune às feiuras do mundo, porém as feiuras do mundo, às vezes, se transformam em belas histórias.

É o caso de A Filha Perdida, romance da misteriosa autora italiana Elena Ferrante. Com uma narrativa simples e intrigante, a autora consegue construir um enredo que, para muitos, pode parecer banal. E é nesta base que Ferrante se destaca.

Leda é uma mulher de 47 anos, professora universitária, divorciada e mãe de duas filhas. Que maneira de resumir a história de uma mulher… Após as filhas se mudarem para o Canadá, Leda se encontra em uma posição de liberdade que antes se mostrava apenas de forma utópica. Sem responsabilidades além das aulas do próximo semestre, Leda resolve passar as férias na praia. No litoral sul da Itália, então, ela fica obcecada por uma família de napolitanos barulhentos – mais especificamente por Nina e sua filha Elena.

A professora começa a reparar nos mínimos detalhes da vida de Nina, a relação dela com a filha, com o marido e com os outros membros da família. O que era para ser uma viagem de descanso e relaxamento, acaba se tornando em uma grande volta ao passado e às escolhas que Leda fez no decorrer de seu casamento e do crescimento de suas filhas.

Trazendo inúmeros questionamentos e debates sobre o peso que a sociedade impõe nas mulheres para serem esposas e mães perfeitas, Elena Ferrante destrincha os mais doídos e complicados traços da maternidade e, principalmente, da feminilidade. O leitor acompanha o presente da protagonista – observando e até interagindo com as estranhas figuras da família napolitana -, mas também as atitudes passadas de Leda que a fizeram chegar até aquele momento.

A narrativa é confortável ao mesmo tempo em que é incômoda. Leda conta sua história como uma velha amiga, é muito provável que o leitor sinta certa proximidade com ela. Porém, como é percebido durante a leitura, Leda não é e nem foi uma mãe perfeita aos moldes da sociedade e isso desperta sentimentos conflitantes. Falas e ações da personagem podem ser interpretadas de diversas formas e cabe apenas ao leitor pensar e compreender (ou não) o espaço, os receios, as necessidades e as vontades de Leda. A escrita da autora é deliciosa. Em resumo, A FILHA PERDIDA é uma ótima leitura para um fim de noite, sendo degustado por este que vos escreve em algumas horas. Apesar das poucas páginas, as reflexões acerca do texto de Elena Ferrante vão perdurar por muito tempo. Recomendo bastante!

Espero que tenham curtido a resenha!



Comentários

  1. Oi!
    Já tive mais curiosidade de ler as histórias da Elena Ferrante, mas fiquei indecisa de qual dela eu deveria começar, não sabia que esse era tão curto e devo ficar de olho nele quando buscar uma leitura mais incômoda.

    https://deiumjeito.blogspot.com/

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    1. Oi, Giovana! Este aqui é um livro curtinho, de leitura incômoda e muito bom. Você pode começar por este aqui tranquilamente. Abraço!

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  2. Oi Luciano!
    Eu li um livro da autora só, foi uma boa experiência, preciso ler mais!

    http://estante-da-ale.blogspot.com/

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    1. Oi, Alessandra! Leia sim. Este aqui é muito bom! Abraço!

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  3. Olá, Luciano.
    Apesar de sempre ver elogios a escrita da autora, eu nunca tive vontade de ler seus livros. E esse tema é um que não sei se iria gostar de ler no momento já que nunca tive vontade de ser mãe.

    Prefácio

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  4. Olá Luciao, vi algumas resenhas pipocando na internet sobre esse livro, que me deixaram curiosa. Realmente parece ser um convite à reflexão, né? Que bom que te foi uma experiência positiva. =)
    Bjks!

    Mundinho da Hanna
    Pinterest | Instagram | Skoob

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  5. Gosto de histórias que trazem essa percepção do observador, principalmente quando é uma professora. Muito interessante esse livro.

    www.vivendosentimentos.com.br

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  6. Oi Luciano, tudo bem?
    Todo mundo elogia tanto essa autora que gostaria de conhecê-la, e seu post foi mais um incentivo. Teve filme também, né?
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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    1. Oi, Pri. Vou bem, e você? Leia sim. Sim teve filme. Beijo!

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  7. Oi
    nunca li nada da autora, mas já li comentários positivos principalmente de amiga genial, que bom que foi uma leitura proveitosa e que gostou cheia de reflexões.

    https://momentocrivelli.blogspot.com/

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  8. Oie Luciano, tudo bem?

    Não li, mas já tinha ouvido falar deste livro. Gostei das pontuações que você fez que ninguém, mesmo as mães, está impune de cometer erros. Somos pessoas e isso é uma das nossas características. Por este detalhe já me deixou muito curiosa para ler esta narrativa e vou deixar aqui ela na minha lista de desejados.

    Abraços, Tham
    4 You Books Mania

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    1. Oi, Thâmila! Vou bem, e você? Espero que leia-o, certamente você irá gostar. Abraço!

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  9. Oie, Elana parece maravilhosa, sempre vejo elogios e seu livro me chama atenção.

    Bjs

    Imersão Literária

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    1. Oi, Leyanne! Sim a obra é maravilhosa. Não deixe de conferir. Beijo!

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  10. Eu já li e amei, é um dos meus preferidos dela! Já assistiu o filme?

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