Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Desmembrado És vício — prece acesa na penumbra, oração que arde sem pedir perdão; fogo sagrado sob a pele, uma brasa que faz morada no meu coração. És meu temor mais antigo e sua sombra, luz que se insinua por detrás da cruz; o galo fende a noite com seu canto e, no dilúculo, me arrasta para onde vais. És cura — e a febre que me desatina, vento contrário à bússola e ao cais; meu castigo, meu abrigo mais secreto, a dupla face da maçã; doçura e mal. Teu nome corre em minhas veias, rubro, como um incêndio a ensinar-me a respirar; e o ar, que embala o sonho e a vertigem, faz do desejo um jogo sem lugar. Em cacos, entrego-me ao desenho do destino; abraço a dor, celebro o que não sei. Aceito o teu céu e o teu inferno, o amor que queima — e ao queimar, me faz. Desmembrado, sou inteiro em ti; paradoxo onde me desfaço e permaneço, perdição que acolho como casa, abismo em que me encontr...
LIVRO: O BAZAR DOS SONHOS RUINS ANO DE LANÇAMENTO: 2017 AUTOR: Stephen King EDITORA: Suma de Letras NÚMERO DE PÁGINAS: 527 CLASSIFICAÇÃO: ★★★★ Sinopse: "Mestre das histórias curtas, o que Stephen King oferece neste livro é uma coleção generosa de contos – muitos deles inéditos no Brasil. E, antes de cada história, o autor faz pequenos comentários autobiográficos, revelando quando, onde, por que e como veio a escrever (ou reescrever) cada uma delas. Temas eletrizantes interligam os contos; moralidade, vida após a morte, culpa, os erros que consertaríamos se pudéssemos voltar no tempo... Muitos deles são protagonizados por personagens no fim da vida, relembrando seus crimes e pecados. Outros falam de pessoas descobrindo superpoderes – como o colunista, em “Obituários”, que consegue matar pessoas ao escrever sobre suas mortes; ou o velho juiz em “A duna”, que ainda criança descobre uma pequena ilha onde nomes surgem misteriosamente na areia – nome de pessoas que logo morrem em ...