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Poema: O Eu Encarnado

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: O Eu Encarnado  O eu encarnado não é mentira, mas também não é verdade final. É aparato. É nome provisório. É aparência suficiente para percorrer o mundo. Serve para amar. Errar. Trabalhar.  Desejar corpos. Sentir medo. Sentir prazer. Serve para viver. Mas não é quem vive. O eu encarnado nasce para atuar, não para continuar. É um cargo temporário assumido pela consciência enquanto dura o corpo. Por isso sofre quando quer ser eterno. Por isso cansa quando se acredita absoluto. Quando lembrado como função, relaxa. Quando abandonado como identidade, silencia. Nada nele precisa ser salvo, porque nada nele é crucial. E ainda assim — tudo nele é necessário. O eu encarnado é a ligação, não o destino. É a roupa do sentir, não o sentir. É a voz, não o que escuta. Quando cair, não haverá perda — apenas término de uso. O que foi inquestionável não vestia o eu. O que foi vivido ...

Libélula colorida

Libélula colorida
Descansa pensando na vida
Asa aberta e cristalina
Voa e de repente pousa
Novamente bela e positiva
Dançando para bailar
Suavidade veio ficar
Bonita para casar
És minha flor no teu olhar
Céu opaco cinzento
Face contra o vento
Corri naquele instante
Fui andarilho naquele momento
Pus me intacto com você no asfato
Atravesso o sofrimento
Eterno como tempo

Comentários

  1. Oi Luciano, tudo bem?
    Adorei a poesia.
    Bela escolha de palavras e rimas!
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  2. Olá, Luciano.
    Amei a poesia. E a suavidade das palavras me tocaram.

    Prefácio

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Sil! Fico tão feliz que minha poesia tenha lhe tocado.

      Excluir
  3. Escolha impecável de palavras.
    Adorei a poesia, muito bela. <3

    Abraço,
    Parágrafo Cult

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