Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir!
Acima de Tudo, o Sentido
Ontem de tardinha, enquanto os últimos raios solares se punha por entre as frestas da janela, sentei-me com um latão de cerveja entre minhas mãos e uma inquietação remota nos olhos: afinal, o que é o sentido da vida? Não me refiro àquelas respostas prontas, alinhadas nas prateleiras das certezas religiosas ou filosóficas, com suas doutrinas cuidadosamente embaladas em dogmas. Refiro-me ao sentido que sussurra no silêncio, que não se impõe, mas que paira — leve e profundo — como o perfume de uma flor que desabrocha sozinha no meio do mato. Aqui no quintal de minha residência há muitas dessas flores inclusive.
A verdade é que o sentido da vida não tem dono. Não é monopólio de credo algum, nem pertence a este ou àquele caminho. Está acima disso. Está acima de toda tentativa de explicação humana. E, no entanto, é tão simples que até o coração mais cansado pode senti-lo.
Deus, com seu intento misterioso, não escreveu o significado da vida em letras sagradas de uma única escritura. Escreveu-o no pulsar das estrelas, no riso de uma criança, no abraço inesperado, no perdão concedido, no pão partilhado.
É aí que reside a excelência da sabedoria: perceber que o sentido não se prova, vive-se. Não se possui, contempla-se. É a melodia que toca quando a alma se cala e o espírito escuta. E então, entre um gole de cerveja e outro, compreendi: talvez o sentido da vida não precise ser entendido — apenas sentido. Estou cada vez mais convencido disso.
É isso! Até a próxima!
Autoria: Luciano Otaciano
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