Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: O Corpo é um Feito O corpo não é um engano. É um feito. Respira por um tempo, arde por instantes, deseja por necessidade e termina por natureza. O desejo não é declínio. É vida atravessando a aparência. Quando toca outro corpo, não busca eternidade — busca companhia e prazer. O prazer não pede desculpa. Ele acontece quando a vida se reconhece por dentro da matéria. O cheiro da pele, o peso do abraço, o calor entre dois corpos não prometem durar — e por isso são existentes. A morte não vem para punir o corpo. Vem para encerrá-lo no mesmo silêncio de onde toda forma emerge. Nada do que é vivido no corpo precisa continuar depois para ter sido sagrado. O erro não é desejar. O erro é negar o desejo em nome de um além que nunca pediu sacrifício. Quando o corpo cai, não cai a vida — cai o meio. O que soube tocar não se perde. O que soube sentir não se apaga. Apenas deixa de ter mãos....
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: O Corpo é um Feito O corpo não é um engano. É um feito. Respira por um tempo, arde por instantes, deseja por necessidade e termina por natureza. O desejo não é declínio. É vida atravessando a aparência. Quando toca outro corpo, não busca eternidade — busca companhia e prazer. O prazer não pede desculpa. Ele acontece quando a vida se reconhece por dentro da matéria. O cheiro da pele, o peso do abraço, o calor entre dois corpos não prometem durar — e por isso são existentes. A morte não vem para punir o corpo. Vem para encerrá-lo no mesmo silêncio de onde toda forma emerge. Nada do que é vivido no corpo precisa continuar depois para ter sido sagrado. O erro não é desejar. O erro é negar o desejo em nome de um além que nunca pediu sacrifício. Quando o corpo cai, não cai a vida — cai o meio. O que soube tocar não se perde. O que soube sentir não se apaga. Apenas deixa de ter mãos....