Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de reflexão por aqui! Vem conferir!
A Sapiência Ilógica Do Desconhecido!
Como é viável sustentar simultaneamente a crença na vida após a morte, seja mediante as conceituações de Paraíso e Inferno, seja através da reencarnação e da existência de fantasmas?
A compreensão lógica desse fenômeno, longe de ser um desafio, revela-se descomplicada.
A sustentação simultânea da crença na vida após a morte, seja por meio das ideias de Paraíso e Inferno, seja através da reencarnação e da presença de fantasmas, é viável por várias razões.
Primeiramente, essas crenças podem ser interpretadas como diferentes maneiras de compreender o que acontece após a morte, refletindo contextos culturais e religiosos diversos. Por exemplo, uma pessoa pode acreditar em um julgamento final e em recompensas ou punições (Paraíso e Inferno) em uma tradição religiosa, enquanto também abraça a ideia de reencarnação e aprendizado espiritual em outra filosofia ou crença.
Além disso, a crença na vida após a morte pode atender a necessidades emocionais e psicológicas, oferecendo conforto diante da mortalidade. A esperança de um reencontro com entes queridos ou a possibilidade de uma nova oportunidade de vida pode ser muito atrativa.
Finalmente, a flexibilidade das crenças espirituais permite que muitos integrem diferentes elementos em uma visão pessoal e única, que faz sentido em suas experiências de vida. Essa pluralidade na crença sobre a vida após a morte destaca a complexidade das crenças humanas e a busca contínua por significado em relação à existência e ao que vem depois.
Para certos indivíduos, especialmente os religiosos, a essência humana é concebida como uma alma — uma força enigmática que rege os nossos corpos, assemelham-se a um jogador manejando um avatar em um amplo universo digital.
Tal alma constitui uma parte intrínseca da totalidade que formamos (a simbiose entre o corpo físico e o espírito); porém, nos âmbitos dessa crença, ela é considerada semi-independente, sendo o corpo meramente a manifestação física dessa alma.
Uma vez que o veículo corpóreo é subtraído ou se desintegra (independentemente da razão), a alma se desvincula dele, análogo ao ato de pausar ou encerrar um jogo, ou, se preferir, comparando a uma troca de vestuário.
Liberta das amarras materiais, a alma é então conduzida a outro plano de existência — um destino que recebe diversas denominações e características, dependendo de cada tradição religiosa: Campos Elísios, limbo, Valhalla, céu, inferno — as opções são variadas. E qual é a sua escolha?
Dessa forma, qualquer indivíduo pode apreender a teoria fundamental, sendo que as particularidades são frequentemente influenciadas pelas crenças religiosas ou culturais.
A maioria da população brasileira, inserida em um contexto ocidental e religioso, adere à matriz cristã, a qual propugna que a vida deve ser vivida em prol do bem, sendo que, após a morte, a alma é submetida a um juízo e enviada a um dos múltiplos destinos, conforme suas ações.
Indivíduos virtuosos alcançam o céu, um domínio de plenitude e bem-aventurança, ao passo que aqueles cujas condutas foram censuráveis são relegados ao inferno, um espaço de remorso e expiação de falhas.
No que respeita ao catolicismo, do qual fui praticante apenas na tenra infância, há a concepção de um estado intermediário entre o céu e o inferno, conhecido como purgatório. Nesse interregno, almas que não se classificam nem como totalmente boas nem totalmente más PAGAM por suas transgressões, com o intuito de ascender eventualmente ao céu.
Não sendo eu católico, confesso que careço de um aprofundamento sobre essa doutrina, e peço o perdão do leitor por tal limitação. Neste texto, almejo somente compartilhar a minha perspectiva sobre a temática.
Ademais, há o conceito de limbo, para o qual são direcionadas almas que, embora boas, não professam a fé cristã e, por conseguinte, faleceram sem a oportunidade de conhecer a mensagem redentora de Jesus Cristo.
Outras doutrinas, por sua vez, como o Espiritismo, concebem uma vasta arquitetura de planos, onde uma grande organização visa a elevação espiritual de todas as almas, promovendo o crescimento e a melhoria incessante. Nesse contexto, espíritos benevolentes respeitam o livre-arbítrio dos encarnados e tentam influenciá-los positivamente, através de pensamentos elevados e da concessão de ânimo para superarem suas imperfeições, enquanto espíritos perturbadores, ainda atrelados a planos inferiores — sendo o nosso mundo material um deles — buscam promover o mal, desconsiderando, em maior medida, tal liberdade.
Nesse cosmos, a supremacia da perfeição é uma quimera; um plano pode ser superior ao outro, almejando auxiliar aqueles que se encontram em níveis inferiores, mas, por fim, falhas e erros são inerentes a essa dinâmica.
Por exemplo, ao pedalar pela tranquila vizinhança onde resido neste Rio de Janeiro, em um lampejo, poderia eu ser surpreendido por um veículo que realiza uma manobra imprudente, trazendo-me à morte instantânea em decorrência do impacto. E não se limita a isso: o risco de uma fatalidade advinda de uma bala perdida é uma realidade. Aqui no Rio isso é quase uma banalidade, o que é extremamente lamentável!
Entretanto, por razões que escapam à compreensão, nem o condutor do veículo, tampouco as esferas celestiais, parecem perceber minha morte — como se fossem falhas na própria matriz da realidade, tal qual conceitua o filme homônimo. Dessa forma, permanecerei preso a este plano, possivelmente imerso em um eterno ciclo, revivendo incessantemente a cena em que perdi a vida, sempre em busca de auxílio, mas inexoravelmente retornando ao mesmo ponto fatídico — um espectro aprisionado em um local específico. Alternativamente, posso retomar a vida como um ente que ignora seu falecimento, tentando interagir com familiares e amigos, sem sucesso algum, embora minha presença possa ser ocasionalmente percebida por algum médium sensível.
Em minha modesta reflexão, conjecturo que almas atormentadas poderão vivenciar experiências análogas, encontrando-se retidas neste plano. Entretanto, em lugar de se manifestar como assombrações pacíficas — cujos maiores danos consistem em buscar auxílio — elas se transformam em entidades malignas que influenciam outrem a seguir caminhos nefastos, quiçá sequer se conscientizando de sua condição de mortos.
Recordo-me de haver assistido a um longa-metragem em um canal de televisão de cuja designação não me recordo, no qual uma mulher era atacada por espíritos violentos sem explicação aparente. É possível que seu espírito ou o local onde habitava atraísse tais entidades perturbadoras.
E, claro, indivíduos imorais que perecem e têm plena consciência de sua natureza e do destino que os aguarda podem, por quaisquer motivos, evadir-se e vagar pelo mundo, talvez se alimentando da essência vital de outros para perpetuar sua própria existência. Um local como a Cracolândia, por exemplo, tornaria-se um espaço propício para tais seres explorarem a miséria alheia.
Ademais, a concepção de que todas essas manifestações (fantasmas e assombrações) não sejam senão o resultado das artimanhas do Diabo e de suas legiões demoníacas, as quais operam neste plano terreno, seja para confundir os mortais e levar à renúncia dos valores cristãos em favor de outras doutrinas, ou ainda para punir seres de natureza bondosa ou meramente aleatória.
Não pretendo afirmar categoricamente a existência ou não de fantasmas e assombrações; meu intento é apenas evidenciar que, para aqueles que acreditam em suas manifestações, estas não carecem de sentido.
Na visão da Doutrina Espírita, a vida após a morte não encerra mistérios obscuros. A existência após a materialidade é exaustivamente documentada e representa, na essência, a continuidade da vivência que levamos neste plano terreno, com a contrapartida de que LÁ constitui nossa verdadeira Pátria.
Para aqueles que não se dedicam à investigação deste tema, permanece o temor diante do final inexorável — a ideia de um vazio desprovido de significado, um destino irremediável e sem retorno.
A vida única, sob essa perspectiva, não possui propósito, caso partamos do princípio da existência de um Deus Criador que deseja que alcancemos níveis cada vez mais elevados de evolução.
A vida no plano espiritual nos proporcionará quantas oportunidades forem necessárias para atingirmos o objetivo supremo: a Perfeição. Contudo, é raro que um mortal encontre tal plenitude neste mundo. Muita luz! É isso! Até a próxima postagem!
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