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Conto: Ester, suas duas Filhas e Anastácio

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Ester, suas duas Filhas e Anastácio   I Esqueceste, não foi? Esqueceste que sou tua mulher. Pois então, assenta esse corpo fatigado e encara, com os olhos bem abertos, a sentença que te cabe. Sou aquela com quem tu selaste pacto diante do altar de uma igrejinha simplória— onde o amor, idiota e esperançoso, ainda ousava se vestir de domingo. Eu, a que suportou tua ausência mesmo quando estavas presente; teus silêncios que transbordavam desculpas mal paridas; tua falta de norte disfarçada em pose de artista incompreendido. E agora, agora ousas tratar-me como sombra incômoda presa na sola de teus sapatos gastos — sombra que arrastas pelas calçadas da tua fuga. Sim, tua fuga. Covarde, silenciosa, disfarçada de liberdade. Tu, rodeado por essa fauna esnobe de cabeças ocas que sorvem café frio enquanto discutem Nietzsche como se mastigassem o próprio céu. Tu, sempre tu; ten...

Poema: Ser Das Profundezas Do Inferno

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!




Poema: Ser Das Profundezas Do Inferno




No fundo da noite, sombrio mistério.

Emerge um ser das profundezas do inferno.

Demônio de olhos ardentes, brasa de sátiro.

Com sua mente perversa, encanto eterno.


Com dedos longos e garras afiadas.

Ele tece teias de medo em cada canto.

Sussurrando segredos de morte e desespero.

Instigando o mal e alimentando o pranto.


Possui uma língua viperina, traiçoeira.

Que seduz e corrompe os corações mais puros.

Engana os incautos com promessas de prazer.

Leva-os ao abismo, aprisionados em seus muros.


Demônio de pele em chamas, figura distorcida.

Carrega consigo o veneno da tentação.

Invade os sonhos e corrompe a razão.

Arrasta as almas perdidas para a perdição.


Sua risada diabólica ecoa em meio à escuridão.

Enquanto desfaz os laços que unem os amantes.

Ele envenena a esperança e a fé dos crentes.

Semeia a discórdia entre irmãos e seus diamantes.


Mas mesmo nas trevas que ele exala.

Há uma centelha de luz que se agiganta.

Pois mesmo o demônio mais astuto e cruel.

Não pode silenciar a força da alma santa.


Portanto, cuidado com os passos que você dá.

Pois o demônio está à espreita, pronto para atacar.

Mas não se esqueça, em seu peito há uma chama.

Que pode vencer a escuridão, iluminar seu caminhar.





É isso pessoal!  Espero que tenham curtido o poema. Até a próxima!

Comentários

  1. Poema muito bem estruturado que me fascinou ler.
    Feliz domingo

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  2. Muito forte esse seu poema. Ele mexe com a gente. Bju

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  3. Oi Luciano, tudo bem?
    O poema é uma ótima ambientação pra um conto de terror!
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  4. A poesia é cheia de lições valiosas. Talvez cada um tem que enfrentar um tipo de demônio diferenciado.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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  5. Oi Luciano, tudo bem? Gostei do seu poema. Me lembrou um pouco o estilo mais sombrio de alguns poemas de Allan Poe.

    Até breve;
    Te espero nos meus blogs!
    Helaina (Escritora || Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
    https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)

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    Respostas
    1. Oi, Helaina! Estou bem, obrigado. Que bom que você tenha gostado do poema. Abraço!

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