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Conto: Cidade do Fim do Mundo: Portal Pro Além Dimensão

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. O primeiro de 2026. Vem conferir! Conto: Cidade do Fim do Mundo: Portal Pro Além Dimensão  I Acordei sem saber que dia era. A luz do sol queimava meus olhos com um azul que lembrava seu olhar, aquele que só eu sei decifrar. Na cidade do fim do mundo, o tempo já não obedecia mais ao relógio dos homens. Tentei levantar, mas o peso do corpo era descomunal. Cada osso parecia preso por memórias que me mantinham ali, grudado ao chão frio e rachado do que um dia foi minha casa. Lá fora, o silêncio era ensurdecedor. Nenhum canto de pássaro, nenhum ruído de motor, nenhuma voz humana. Apenas o som do vento assobiando entre os escombros e a lembrança dos que um dia estiveram ali. Senti um arrepio percorrer minhas costas, como se alguém estivesse ali, guiando meus passos sem se mostrar. Lembro de ter sonhado com um trem, um túnel, um apito longínquo. Talvez tenha sido real. Talvez tudo fosse sonho agora....

Resenha: O Jogador

LIVRO: O JOGADOR 

ANO DE LANÇAMENTO: 2007

AUTOR: FIÓDOR DOSTOIÉVSKI 

EDITORA: L&PM Pocket

NÚMERO DE PÁGINAS: 212

CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆




Sinopse: Fiódor Mikhailovich Dostoiévski nasceu em Moscou, em 1821, e morreu em Petrogrado, em 1881. Teve uma vida atribulada e trágica permeada pela doença (epilepsia) e tragédias familiares. Engenheiro de formação, dedicou-se à leitura dos mestres de sua época. Serviu ao exército e abandonou a carreira militar pela literária, levando uma vida boêmia e desregrada e tornando-se inclusive um jogador compulsivo. Ainda em vida, adquiriu a fama e a glória como um dos escritores mais populares na Rússia do seu tempo. Simpático às idéias democráticas, combateu o regime autoritário do Tzar. Chegou a ser preso e condenado à morte por participação em um movimento revolucionário, tendo sua pena comutada e transformada em quatro anos de trabalhos forçados na Sibéria. Sua obra é extensa e consistente, tendo escrito sobre a miséria e a grandeza da natureza humana. Entre seus livros, destacam-se 'Crime e castigo', 'O idiota', 'O jogador', 'Recordações da casa dos mortos' e sua obra-prima, 'Os irmãos Karamazov'.




Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de resenha por aqui. Vamos conhecer então! 




Maior representante da literatura russa, a partir de 1844 passou a se dedicar com esclusividade a literatura, procurando viver da venda de seus livros e de traduções. Como a literatura tinha um público mais selecionado e escasso, não demorou para contrair dívidas, fato que foi agravado por problemas de saúde. Para complicar sua vida, foi preso e exilado na Sibéria em 1849.

Como todo bom escritor, teve uma vida movimentada, sempre atento a todos os detalhes que passavam a sua frente. Nesse contexto, Dostoievski absorveu os conflitos humanos e sociais, fatores que foram predominantes para a construção de seus personagens, sempre entrelaçados em conflitos psicológicos e morais. O livro O JOGADOR foi escrito em 1867 e reflete, em parte, a vida do próprio autor. Dostoiveski, assim como o personagem principal da trama, Alexei Ivanovich, gostava de jogar. No livro, porém, o jogo é uma compulsão, tratado de forma doentia. O protagonista não dá ouvidos aqueles que procuram controlar sua insaciedade pelo dinheiro, mantendo-se firme em seus propósitos mesquinhos. Ganha fortunas mas em pouco tempo perde o dinheiro obtido, levando ao leitor a sentir-se irritado com Alexei e mandá-lo parar de se arriscar. Como no jogo quem sempre ganha é o dono da banca, não preciso me estender para que possam prever o final, porém, a leitura se torna ainda mais interessante com esse detalhe sórdido, até mesmo para que possamos entrar no universo criado pelo escritor russo e contemplar com riqueza de detalhes a vida da burguesia da época e o modo como os espertinhos de plantão circulavam entre a nobreza. Paralelo a tudo isso Alexei vive uma conturbada relação de amor e ódio com Paulina Alexandrovna, cuja paixão por ela e o vício compulsivo pelo jogo lhe consomem. Este livro é sem dúvida uma  pequena obra-prima, a qual foi ditada por Dostoievski para estenógrafa Anna Grigórievna Snítkina, sua futura esposa, em apenas vinte e seis dias, dentro do exíguo prazo determinado por seu editor. A entrega do livro lhe rendeu uns bons trocados para aplacar a ira de seus credores e viajar pela Europa a procura de um pouco de tranquilidade. Para quem curte clássicos, este livro é obrigatório! É isso pessoal! Espero que tenham curtido a resenha! Até a próxima!






Comentários

  1. Oi!
    Li esse ano o meu primeiro clássico russo (O Nariz) e pretendo conhecer outras histórias, em especial o trabalho do Dostoiévski.

    https://deiumjeito.blogspot.com/

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    1. Oi, Giovana! O Nariz eu não li, mas tenho enorme curiosidade. Os livros de Dostoiéviski são ótimos. Abraço!

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  2. Oi
    nunca li nada do autor, mais tenho curiosidade porque sempre é muito elogiado e esse parece ser muito bom.

    http://momentocrivelli.blogspot.com/

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    1. Oi, Denise! Os livros de Dostoiévski em geral são excelentes. Este aqui é ótimo. Abraço!

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  3. Caríssimo, que dica! Sua forma de expor meu deixou motivado a conferir. Abraço cordial. CSamma

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    1. Que bom que gostou da dica! Leia sim, certamente irá curtir a obra. Abraço!

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  4. Oi, Fabiano! Nunca li Memórias do Subsolo. Hoje em dia viver só da escrita é dificílimo, não é diferente daquela época. Um abraço!

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  5. Oi Luciano, nunca li nada do autor, mas tenho interesse para ampliar meu conhecimento em literatura. Entretanto, não acho que seja o melhor momento. Preciso retomar meu hábito de leitura primeiro para tentar histórias um pouco fora da minha zona de conforto como essa.

    Até breve;
    Helaina (Escritora || Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com
    https://universo-invisivel.blogspot.com

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    1. Oi, Helaina! Quando for o momento leia-o, certeza de que você irá curtir a leitura. Um abraço e até breve.

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