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Conto: Cidade do Fim do Mundo: Portal Pro Além Dimensão

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. O primeiro de 2026. Vem conferir! Conto: Cidade do Fim do Mundo: Portal Pro Além Dimensão  I Acordei sem saber que dia era. A luz do sol queimava meus olhos com um azul que lembrava seu olhar, aquele que só eu sei decifrar. Na cidade do fim do mundo, o tempo já não obedecia mais ao relógio dos homens. Tentei levantar, mas o peso do corpo era descomunal. Cada osso parecia preso por memórias que me mantinham ali, grudado ao chão frio e rachado do que um dia foi minha casa. Lá fora, o silêncio era ensurdecedor. Nenhum canto de pássaro, nenhum ruído de motor, nenhuma voz humana. Apenas o som do vento assobiando entre os escombros e a lembrança dos que um dia estiveram ali. Senti um arrepio percorrer minhas costas, como se alguém estivesse ali, guiando meus passos sem se mostrar. Lembro de ter sonhado com um trem, um túnel, um apito longínquo. Talvez tenha sido real. Talvez tudo fosse sonho agora....

Solidão posta à mesa

Luzes acesas
Anunciam a incerteza
Dia sem clareza
Dúvidas e avareza
Solidão posta a mesa
Acariciam minha mente
Atacando minha vertente
Vozes em sua varanda
Dizem que eu sou seu
Calor exaustão
Vivo sem emoção
Frio na escuridão
Prelúdio sem vazão
A ti me perco sem perdão
Arco íris sem cor
Você sem sabor
Natureza viva flor
Antes era o sofredor

Comentários

  1. Bom dia Luciano, como está?!
    Parabéns pelo poema!!

    Beijos Mila

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  2. Oi Luciano, tudo bem?
    Parabéns pelo poema!
    Ficou bem visual, consegui imaginar um cenário solitário e desolado... Muito bom!
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  3. Suas palavras me encantam!
    Bom fim de semana.

    Até mais, Emerson Garcia

    Jovem Jornalista
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