Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Ester, suas duas Filhas e Anastácio I Esqueceste, não foi? Esqueceste que sou tua mulher. Pois então, assenta esse corpo fatigado e encara, com os olhos bem abertos, a sentença que te cabe. Sou aquela com quem tu selaste pacto diante do altar de uma igrejinha simplória— onde o amor, idiota e esperançoso, ainda ousava se vestir de domingo. Eu, a que suportou tua ausência mesmo quando estavas presente; teus silêncios que transbordavam desculpas mal paridas; tua falta de norte disfarçada em pose de artista incompreendido. E agora, agora ousas tratar-me como sombra incômoda presa na sola de teus sapatos gastos — sombra que arrastas pelas calçadas da tua fuga. Sim, tua fuga. Covarde, silenciosa, disfarçada de liberdade. Tu, rodeado por essa fauna esnobe de cabeças ocas que sorvem café frio enquanto discutem Nietzsche como se mastigassem o próprio céu. Tu, sempre tu; ten...
Quase sempre buscamos uma satisfação pessoal ou, até mesmo para fugirmos de nós mesmos, procurando no outro aquilo que tanto procuramos. Se procurarmos e nos atentarmos ao que nos rodeia vamos ter dificuldade de enxergar claramente o que desejamos. Nossas escolhas são racionalizadas em busca de um equilíbrio maior para tentarmos nos manter coerentes e, até mesmo obedientes à padrões rígidos e repetitivos de um cotidiano medíocre e sem graça. Para torná-lo atrativo e convidativo aos nossos olhos, vamos nos tornando cada vez mais sabotadores de nossa própria essência, no qual, nem damos a devida importância. Essas armadilhas cruéis vão a cada dia drenando nossa energia colocando adversidades no qual não sabemos se conseguiremos trespassar. Nossa carência afetiva torna-nos vulneráveis a qualquer oscilação que vier nos acometer. Nossa solidão existencial se tornará insuportavelmente inimaginável e aterradora e qual a um negro buraco numa galáxia desconhecida e distante. Se não temos afeto nos tornamos automaticamente carentes. Se não temos companhia nos sentimos sozinho. Embora a solidão é um fato que condiz com nossa condição humana, ainda não aprendemos a suportá-la, de modo que não venha nos tirar a harmonia necessária, para enfrentar as lutas diárias. Se fizermos nossa parte não seremos atingidos pela enublação de nossa'lma que clama pedindo socorro à divindade a qual acreditamos, seja o que for.
Boa tarde,
ResponderExcluirAcho que ninguém nasceu para ficar sozinho, e acho que a solidão mexe demais com o psicoógico das pessoas...abraço.
https://devoradordeletras.blogspot.com
Sim, mexe muito! Obrigado pela visita e comentário.
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