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Poema: Anjo

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Anjo Nos céus, brilha um ser divino. Com asas que reluzem como o sol. Um ser etéreo, feito de puro amor. Um anjo, mensageiro celestial. Seu cabelo é o mais branco dos flocos de neve. Seus olhos, estrelas que brilham na escuridão. Sua pele, tão suave como a seda. Seu sorriso, uma doce e radiante emoção. Voando em meio às nuvens com graça. O anjo espalha sua aura de paz. Seu toque ameniza qualquer tristeza. Enche os corações de esperança e solaz. Ele é a ponte entre o céu e a terra. O elo entre os mortais e o divino. Sempre pronto a guiar e proteger. Com sua bondade que não tem fim. Os anjos são mensageiros celestiais. Que enchem o mundo de amor e harmonia. Com suas asas, nos levam para além das fronteiras. Nos mostram a grandiosidade da vida. Um anjo, uma dádiva do céu. Um ser de luz, impecável e belo. Que nos guia em nossas caminhadas terrenas. Com sua presença, nos sentimos c...
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Conto: As Siamesas

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: As Siamesas Na pequena cidade onde as flores pareciam rir com cores que queimavam e fluíam, nasceram Água e Fogo, gêmeas siamesas unidas pelo corpo, mas não apenas pelo corpo — unidas pelas forças mais profundas da existência. Desde o primeiro suspiro, eram um só sopro de dualidade, uma corrente viva que ardia e fluía, intensa, voraz, sensível. A vida para elas era dança, música e labareda — um ritmo que só seus corações compartilhavam. Fogo, impetuosa, sentia cada vento como chama nos ossos, ansiava por horizontes que queimassem sob os pés, por aventuras que rasgassem a pele do cotidiano. Cada passo carregava a lembrança de gestos secretos, pequenos sinais de fogo interno, que apenas quem soubesse ler com a alma conseguiria perceber. Água, silenciosa e profunda, mergulhava nas notas que flutuavam entre os dedos, nas páginas que guardavam ecos da alma — melodias que sussurrava...

Poema: Fadas

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Fadas Em um reino de encantos e magia. Onde os sonhos se tornam realidade. Brilham as fadas com doce alegria. Espalhando amor em cada verdade. Com asas brilhantes de pura luz. Voam suavemente pelo ar. Deixando um rastro de sonhos azuis. Em seu caminhar pelo luar. Seus vestidos brancos como as pétalas. Das flores mais bonitas que se pode encontrar. Elas dançam e riem, são tão belas. Envoltas em uma doce aura a brilhar. Com seus olhos cintilantes como estrelas. Iluminam o mundo com sua energia. São guardiãs das florestas tão vastas. E trazem harmonia praquele lugar. Conhecem os segredos da natureza. E sussurram aos ventos os desejos. Curam com amor e delicadeza. E levam esperança aos corações que são frios. Fadas, seres encantados e sensoriais. Que nos ensinam a acreditar no impossível. Com seu jeito simples e etéreo. Ensinam-nos a viver de forma incrível. Que possamos sempre le...

Conto: Videogame

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Videogame Hiago sempre viveu entre mundos. O real, duro e insensível, e o virtual, onde tudo se curvava às suas vontades e sonhos. O quarto era seu santuário, a tela seu portal, e os controles, a extensão de suas mãos inquietas. Passava horas mergulhado em batalhas, florestas, labirintos e reinos distantes, buscando algo que o mundo cotidiano nunca oferecia: sentido, desafio, pertencimento. Em um dia qualquer, enquanto iniciava seu RPG favorito, algo inesperado aconteceu. A luz da tela explodiu em cores que ardiam na retina, o chão pareceu ceder sob seus pés, e de repente Hiago não estava mais em seu quarto. Estava em Akrion, a floresta densa ao redor respirando, vibrando, viva. O cheiro de terra úmida, o rangido das árvores, o vento frio no rosto — tudo pulsava com uma intensidade que fazia seu coração bater em sintonia. Vestido como herói, espada em uma mão, escudo na outra,...

Poema: Caverna Além Mar

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Caverna Além Mar Nas profundezas da caverna do Além Mar.   Habitam entidades que desafiam a sanidade.   Seres de formas indescritíveis.  Que dançam na penumbra do subconsciente.   E eu, mero mortal.  Adentrei seus domínios sombrios. Onde o tempo e o espaço se entrelaçam.   E a realidade se desfaz em névoas.   Mãe Natureza, caverna de mistérios inomináveis.  Reveladora de segredos arcaicos e insondáveis.  Em tuas entranhas, encontro a voz. De minha própria existência. E a certeza de que sou parte do infinito. Nuvens carregadas pairam sobre meu ser. Manto de incertezas, enublacão que pesa no peito. Escondendo a luz que um dia brilhou.   Mas na neblina, vislumbro formas.  Vozes de risos e esperanças, sussurros de um eu que ainda vive.  Esperando a tempestade passar.   Para que a lu...

Conto: Mar de Louise

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Mar de Louise I Ela entrou no apartamento como quem não invade, mas também não pede licença. Havia nela uma presença calma, quase distraída, como se o espaço já a conhecesse antes de mim. O vestido claro não chamava atenção — era o movimento que chamava. Um modo de atravessar o ambiente sem se fixar nele. Seus olhos não procuravam nada, e talvez por isso encontrassem tudo. Cumprimentou-me com um gesto simples. Nada foi dito além do necessário. Ainda assim, algo se deslocou em mim, não como impacto, mas como ajuste. Um objeto antiquado encontrando, enfim, o lugar correto sobre a mesa. O perfume era leve. Não ficou. Passou. E foi exatamente isso que permaneceu. Louise caminhava pelo apartamento observando sem julgar. Tocava os móveis como quem reconhece uma história que não precisa ser contada. Em certos momentos, parecia ouvir algo que eu não ouvia. Em outros, parecia apenas de...

Resenha: Olhos D'Água

LIVRO: OLHOS D'ÁGUA  ANO DE LANÇAMENTO: 2014 AUTORA: CONCEIÇÃO EVARISTO  EDITORA: PALLAS  NÚMERO DE PÁGINAS: 116 CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆ Sinopse:  Olhos d’água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Zaíta. Ou serão todas a mesma mulher, captada e recriada no caleidoscópio da literatura em variados instantâneos da vida? Elas diferem em idade e em conjunturas de experiências, mas compartilham da mesma vida de ferro, equilibrando-se na “frágil vara” que, lemos no conto “O Cooper de Cida”, é a “corda bamba do tempo”. Em Olhos d’água estão presentes mães, muitas mães. E também filhas, avós, amantes, homens e mulheres – todos evocados em seus vínculos e...