Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir! A Felicidade Não Usa Maquiagem Tem gente que gosta de colecionar carcaça. Guarda amor morto no fundo da gaveta, empacota promessas vencidas em caixas bonitas, cheias de laço. Eu já fiz muito isso. Com a cara amassada, uma garrafa de vinho caro pela metade e a lembrança de um “eu te amo” que expirou sem aviso prévio. A verdade é que apegar-se ao que apodrece é a arte de arrancar a própria pele com as unhas. Sofrer vira rotina, igual acender um cigarro depois do sexo — mesmo quando o sexo não foi dos melhores. O ser humano tem essa tara em carregar cadáver emocional como se fosse medalha da Segunda Guerra Mundial. Mas o velho sábio — aquele senhorzinho careca que vive na esquina da vida, jogando xadrez e você o ignora como se ele fosse a própria morte cuspindo no chão — esse aprendeu o truque. Ele não se interessa pelo que morre. Nem ...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Melodia das Ruínas A melodia ecoa, vem contar o que o tempo, cruel, ia perder. Mistérios de além-mar a guiar, cidades que nasceram e fenecer. Castelos no ar, de pedra e caos, não carne como o homem, nobre animal. Muros sem fé, surdos ao vendaval, enquanto o vento assobia seu ritual. Por ruínas destroçadas, o som vai dançar, dando lugar ao sonho de eternizar. Velha canção repete sem cessar, para paredes que não vão escutar. Carne humana, frágil e mortal, contra a pedra que resiste, mas vai ruir. Babilônia afoga na maré fatal, e a voz insiste hora de abrir, de ouvir. Uma janela surge no muro surdo, para o acordar que o tempo vai me chamar. A melodia persiste, em reflexo profundo, poucas chances restam para ousar. A melodia ecoa, fraca e a chorar, contando o que o tempo devora sem fim. Mistérios de além-mar, perdidos no ar, cidades que nasceram e sumiram no sim. Castelos de fumaç...