Pular para o conteúdo principal

O Eu Astrológico!

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de astrologia por aqui! Vem conferir! O Eu Astrológico. Pessoalmente, nutro uma profunda admiração por astrologia, assim como por astronomia. Tive a oportunidade de estudar astronomia durante minha estada nos Estados Unidos; contudo, não concluí o curso, pois não consegui me adaptar àquele país. Desde então, não retornei a essas terras, nem mesmo para uma breve visita, e não almejo fazê-lo. Sinto que o povo é imensamente soberbo, considerando-se o centro do planeta, o que me desagrada profundamente.  Em relação à astrologia, minha fascinação é igualmente intensa. Aprecio o estudo dos signos e suas peculiaridades, que considero verdadeiramente cativantes. Abaixo, apresento o diagrama do meu perfil pessoal, revelando o meu EU sob a perspectiva astrológica. Agora, caros leitores e caríssimas leitoras gostaria de saber: quais são os signos de vocês? Deixem suas respostas nos comentários, pois estou curioso para con...

Resenha: A Carta Roubada

LIVRO: A CARTA ROUBADA 

ANO DE LANÇAMENTO: 2011

AUTOR:  EDGAR ALLAN POE 

EDITORA: PANDA BOOKS

NÚMERO DE PÁGINAS: 32

CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆



Sinopse: Em A carta roubada, o investigador Chevalier Auguste Dupin precisa decifrar um mistério: quem teria roubado a valiosa carta do ministro D.? Intrigas políticas e alta sociedade, um ministro ladrão, um policial incansável e um investigador que sabe raciocinar com uma lógica diferente são os personagens desta clássica obra de Edgar Allan Poe.



Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de resenha por aqui. Vamos conhecer a obra!



Hoje é dia de escrever sobre A CARTA ROUBADA, último conto de Edgar Allan Poe protagonizado por C. Auguste Dupin. Se em Assassinatos na rua Morgue e O mistério de Marie Rogêt ele esbanjou sua inteligência em casos extremamente intrincados e que envolviam homicídios, em A CARTA ROUBADA ele mostra que a solução de um crime pode ser muito simples. No conto, G. (o comissário da polícia francesa) pede a ajuda de Dupin e seu amigo (o narrador anônimo) para recuperar uma carta comprometedora que tinha sido roubada de uma conhecida dama. Com a posse desse papel, o ladrão tinha condições de chantagear a mulher para conseguir o que quisesse. A novidade nesse caso é que tanto G. quanto a dama conheciam a identidade do responsável pelo roubo, e também sabiam em qual cômodo de sua residência a carta estava escondida. O problema é que a correspondência precisava ser “roubada de volta”, já que qualquer acusação contra o ladrão faria com que ele divulgasse as informações ali contidas, o que prejudicaria a honra da vítima. O comissário da polícia já tinha invadido anteriormente a residência do bandido e feito uma busca minuciosa para localizar a carta, mas sem nenhum resultado. Por isso ele precisava – mais uma vez – da ajuda de Dupin. É espantoso perceber que em A CARTA ROUBADA Edgar Allan Poe quebra a regra da complexidade do crime no conto investigativo, que ele mesmo tinha criado alguns anos antes. A solução do crime (a localização da carta) é absurdamente simples. Poe, porém, deixa claro que Dupin só conseguiu enxergar essa simplicidade graças à sua mente analítica e ao seu poder de observação, qualidades que G. não possuía. Com este conto, Poe também prova que se interessava mais pelo processo dedutivo de Dupin do que pela resolução de crimes. Tanto é que ele dedica vários parágrafos do conto com as explicações teóricas, matemáticas e filosóficas do método de análise de seu personagem. Isso faz com que a narrativa fique cansativa em alguns momentos, mas menos do que em O mistério de Marie Rogêt. O autor considerava A CARTA ROUBADA como o melhor dos três contos protagonizados por Dupin e, sem dúvida, é o mais leve dos três (até pelo tipo do crime cometido). Mas, particularmente, o meu preferido ainda é Assassinatos na rua Morgue. Depois da publicação de A CARTA ROUBADA, em 1944, Poe nunca mais voltou a escrever sobre C. Auguste Dupin, apesar do sucesso do personagem. Não se sabe exatamente o motivo dessa decisão, mas já não era mais necessário. Graças à “Trilogia Dupin”, Edgar Allan Poe já tinha deixado de ser “apenas” o “Mestre do terror” para se tornar também o “Pai das histórias policiais”. É isso pessoal.  Espero que tenham curtido a resenha. Até a próxima!



Comentários

  1. Acredito que seja um livro super interessante de ler.
    .
    Saudações cordiais. Feliz semana..
    .
    Poema: “ A Voz do Coração “
    .

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Rik@rdo! Este aqui especificamente é muito bom. Abraço!

      Excluir
  2. Nem acredito que vou assumir que nunca li nada de Edgar Allan Poe!

    Bjxxx
    Ontem é só Memória | Facebook | Instagram

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sério! Seria uma boa oportunidade você começar pela "Trilogia Dupin", não? Beijo!

      Excluir
  3. Parece ser uma leitura fabulosa e incrível. Obrigado pela resenha.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está em HIATUS DE INVERNO do dia 31 de julho à 05 de setembro, mas comentarei nos blogs amigos nesse período. O JJ, portanto, está cheio de posts legais e interessantes. Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A "Trilogia Dupin" é uma excelente pedida meu caro. Abraço!

      Excluir
  4. Oi Luciano, tudo bem?
    Não sabia que o autor escrevia contos investigativos pra além do terror e gostei de conhecer esse lado dele. Ótima dica!
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Priscila! Estou bem, e você? Sim. Que bom que curtiu a dica. Beijo!

      Excluir
  5. Oi Luciano, tudo bem? É interessante como esse conto faz eu lembrar de 'Escândalo na Boemia' de Conan Doyle, onde Sherlock também é procurado para recuperar algumas cartas e uma fotografia para evitar um escândalo político. O Conto foi publicado na Strand Magazine em Julho de 1891, segundo o Google. Segundo a busca, esse conto do Poe foi publicado pela primeira vez em 1844. Será que houve inspiração de um no outro? Fiquei com vontade de ler esse também para comparar as histórias!

    Até breve;
    Helaina (Escritora || Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
    https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Helaina! Estou bem, obrigado. Sim eu já li este conto ESCÂNDALO NA BOÊMIA de Doyle e você está certíssima. Certamente o Doyle leu A CARTA ROUBADA e se inspirou para criar ESCÂNDALO NA BOÊMIA. Se puder leia-o, você verá as semelhanças na história. Particularmente eu prefiro este de Poe que o escrito pelo Doyle. Até breve. Abraço!

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog