Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Desmembrado És vício — prece acesa na penumbra, oração que arde sem pedir perdão; fogo sagrado sob a pele, uma brasa que faz morada no meu coração. És meu temor mais antigo e sua sombra, luz que se insinua por detrás da cruz; o galo fende a noite com seu canto e, no dilúculo, me arrasta para onde vais. És cura — e a febre que me desatina, vento contrário à bússola e ao cais; meu castigo, meu abrigo mais secreto, a dupla face da maçã; doçura e mal. Teu nome corre em minhas veias, rubro, como um incêndio a ensinar-me a respirar; e o ar, que embala o sonho e a vertigem, faz do desejo um jogo sem lugar. Em cacos, entrego-me ao desenho do destino; abraço a dor, celebro o que não sei. Aceito o teu céu e o teu inferno, o amor que queima — e ao queimar, me faz. Desmembrado, sou inteiro em ti; paradoxo onde me desfaço e permaneço, perdição que acolho como casa, abismo em que me encontr...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vamos conhecer o poema Horror. Vamos conhecer então! Poema: Horror No escuro profundo da noite eterna. O horror rasteja com garras afiadas. Os olhos brilham, a alma se contorce. Na dança sinistra dos medos sussurrados. A lua esconde-se atrás de densas nuvens. A luz se esvai, a escuridão prevalece. Os sonhos se tornam pesadelos insanos. O terror se instala e a mente enlouquece. Monstros se erguem das sombras ocultas. Devorando esperanças com dentes aguçados. Gritos desesperados ecoam pelo ar. Enquanto o mal se expande, implacável e macabro. As casas apodrecem com histórias macabras. O medo habita cada canto sombrio. Fantasmas choram em corredores vazios. Onde o horror derrama seu néctar frio. Assombrações sussurram segredos obscuros. Lágrimas de sangue caem em profusão. A morte dança entre os vivos uma lúgubre maldição. Semeando aterrorizante visão. Não há escapatória da teia do h...