Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de astrologia por aqui! Vem conferir! O Eu Astrológico. Pessoalmente, nutro uma profunda admiração por astrologia, assim como por astronomia. Tive a oportunidade de estudar astronomia durante minha estada nos Estados Unidos; contudo, não concluí o curso, pois não consegui me adaptar àquele país. Desde então, não retornei a essas terras, nem mesmo para uma breve visita, e não almejo fazê-lo. Sinto que o povo é imensamente soberbo, considerando-se o centro do planeta, o que me desagrada profundamente. Em relação à astrologia, minha fascinação é igualmente intensa. Aprecio o estudo dos signos e suas peculiaridades, que considero verdadeiramente cativantes. Abaixo, apresento o diagrama do meu perfil pessoal, revelando o meu EU sob a perspectiva astrológica. Agora, caros leitores e caríssimas leitoras gostaria de saber: quais são os signos de vocês? Deixem suas respostas nos comentários, pois estou curioso para con...
Livro: Despossuídos
Editora: Aleph
Autor(a): Ursula K. Le Guin
Sinopse:
Ganhador do prêmio Nebula, em 1974, além do Hugo e do Locus em 1975, Os Despossuídos lida com temas fundamentais a sua época, como embate entre o capitalismo, o comunismo russo e o anarquismo. O romance se passa em dois planetas-gêmeos, Uras e Anarres, com sistemas políticos opostos e prestes a entrar em conflito, numa alusão à Guerra Fria.
Olá queridos leitores e queridas leitoras, preparados para mais uma resenha literária. Venham comigo descobrir minhas impressões à respeito da obra.
Eu possuía uma profunda admiração por Le Guin devido ao seu livro "A Mão Esquerda da Escuridão". Após ler "Os Despossuídos", minha admiração cresceu ainda mais. Novamente, ela consegue tocar em assuntos profundos de maneira singular. Como? Conto abaixo!
Na presente obra, conhecemos Urras, um planeta desenvolvido e com dualidade política – temos uma potência capitalista e uma nação socialista forte e desenvolvida. Em Anarres, lua de Urras, encontramos um terceiro sistema: o anarquismo. Os moradores de tal lua vieram, há muito tempo, do planeta original; fugiam de um governo opressor, que matava por lucro, que escravizava por poder. Entretanto, será o isolamento a resposta correta?
Em Anarres, Le Guin nos leva a acompanhar Shevek, um físico brilhante e postulante a revolucionar a sua área de conhecimento. Entretanto, apesar de viver em uma sociedade de cooperação e concordar com seu sistema, começa a sentir falta de algo. Em primeiro lugar, há certas barreiras de poder – que nem deveriam existir – impedindo-o de ir além. Ademais, por lhe faltar um interlocutor de seu nível em sua sociedade, ele acredita que chegou a hora de Urras e Anarres finalmente voltarem a ter uma relação pacífica – talvez lá encontrasse companheiros para desenvolver a sua pesquisa. Entretanto, não é tão simples assim.
Seguindo seu sonho de união entre a sociedade capitalista e a anarquista, Shevek viaja para o centro de poder do capital a fim de conhecê-lo melhor e firmar um contrato de colaboração: ele cede seu conhecimento avançado – uma espécie de lei física geral, que permitiria a viagem interestelar com muito mais velocidade – e recebe, em troca, a cooperação entre os mundos. Contudo, Shevek é um coelho entre lobos. Quando perceber isso, pode ser tarde demais.
Partindo dessa premissa, Ursula nos presenteia com um livro bem escrito, profundo e com uma análise social sensacional. Bem escrito porque a autora consegue apresentar de maneira acessível, inteligente e muito bem delineada todo o universo político, social e funcional das sociedades. Nada lhe escapa; sob seu olhar, tudo merece um foco especial. O fato de conseguir fazer isso com uma abordagem acessível é maravilhoso, visto que o assunto tratado é complexo. Se o fizesse com termos técnicos ou linguagem mais rebuscada, certamente afastaria leitores.
Além disso, a belíssima escrita é completada pela capacidade de delinear um protagonista vívido, verossimilhante e que vive experiências realmente tocantes. Com uma construção mostrando o passado e o presente, a autora consegue aprofundar Shevek de maneira singular. Através dele, também conseguimos visualizar o melhor e o pior de cada sistema político, os sofrimentos que eles encerram aos cidadãos e como é possível se sentir infeliz e incompleto, mesmo nos sistemas mais igualitário.
Aliás, Ursula faz uma abordagem política simplesmente fenomenal da situação social, sobre todos os aspectos: economia, consumo, propriedade, liberdade, direito, felicidade... nada escapa do seu olhar crítico. Entretanto, diferente da maioria, ela não apresenta um olhar dogmatizador; como diz nosso ditado popular: pau que dá em Chico, dá em Francisco. Le Guin age da mesma maneira. Onde há problemas e dores, ela demonstra, mesmo que isso vá contra suas aparentes convicções.
Em resumo, "Os Despossuídos" consegue demonstrar a mesma qualidade de "A Mão Esquerda na Escuridão", ratificando que a Ursula é uma autora fenomenal e completa. Se você gosta de obras inteligentes e instigantes, não pode deixar de ler esse trabalho. Finalizo por aqui, espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!
Editora: Aleph
Autor(a): Ursula K. Le Guin
Sinopse:
Ganhador do prêmio Nebula, em 1974, além do Hugo e do Locus em 1975, Os Despossuídos lida com temas fundamentais a sua época, como embate entre o capitalismo, o comunismo russo e o anarquismo. O romance se passa em dois planetas-gêmeos, Uras e Anarres, com sistemas políticos opostos e prestes a entrar em conflito, numa alusão à Guerra Fria.
Olá queridos leitores e queridas leitoras, preparados para mais uma resenha literária. Venham comigo descobrir minhas impressões à respeito da obra.
Eu possuía uma profunda admiração por Le Guin devido ao seu livro "A Mão Esquerda da Escuridão". Após ler "Os Despossuídos", minha admiração cresceu ainda mais. Novamente, ela consegue tocar em assuntos profundos de maneira singular. Como? Conto abaixo!
Na presente obra, conhecemos Urras, um planeta desenvolvido e com dualidade política – temos uma potência capitalista e uma nação socialista forte e desenvolvida. Em Anarres, lua de Urras, encontramos um terceiro sistema: o anarquismo. Os moradores de tal lua vieram, há muito tempo, do planeta original; fugiam de um governo opressor, que matava por lucro, que escravizava por poder. Entretanto, será o isolamento a resposta correta?
Em Anarres, Le Guin nos leva a acompanhar Shevek, um físico brilhante e postulante a revolucionar a sua área de conhecimento. Entretanto, apesar de viver em uma sociedade de cooperação e concordar com seu sistema, começa a sentir falta de algo. Em primeiro lugar, há certas barreiras de poder – que nem deveriam existir – impedindo-o de ir além. Ademais, por lhe faltar um interlocutor de seu nível em sua sociedade, ele acredita que chegou a hora de Urras e Anarres finalmente voltarem a ter uma relação pacífica – talvez lá encontrasse companheiros para desenvolver a sua pesquisa. Entretanto, não é tão simples assim.
Seguindo seu sonho de união entre a sociedade capitalista e a anarquista, Shevek viaja para o centro de poder do capital a fim de conhecê-lo melhor e firmar um contrato de colaboração: ele cede seu conhecimento avançado – uma espécie de lei física geral, que permitiria a viagem interestelar com muito mais velocidade – e recebe, em troca, a cooperação entre os mundos. Contudo, Shevek é um coelho entre lobos. Quando perceber isso, pode ser tarde demais.
Partindo dessa premissa, Ursula nos presenteia com um livro bem escrito, profundo e com uma análise social sensacional. Bem escrito porque a autora consegue apresentar de maneira acessível, inteligente e muito bem delineada todo o universo político, social e funcional das sociedades. Nada lhe escapa; sob seu olhar, tudo merece um foco especial. O fato de conseguir fazer isso com uma abordagem acessível é maravilhoso, visto que o assunto tratado é complexo. Se o fizesse com termos técnicos ou linguagem mais rebuscada, certamente afastaria leitores.
Além disso, a belíssima escrita é completada pela capacidade de delinear um protagonista vívido, verossimilhante e que vive experiências realmente tocantes. Com uma construção mostrando o passado e o presente, a autora consegue aprofundar Shevek de maneira singular. Através dele, também conseguimos visualizar o melhor e o pior de cada sistema político, os sofrimentos que eles encerram aos cidadãos e como é possível se sentir infeliz e incompleto, mesmo nos sistemas mais igualitário.
Aliás, Ursula faz uma abordagem política simplesmente fenomenal da situação social, sobre todos os aspectos: economia, consumo, propriedade, liberdade, direito, felicidade... nada escapa do seu olhar crítico. Entretanto, diferente da maioria, ela não apresenta um olhar dogmatizador; como diz nosso ditado popular: pau que dá em Chico, dá em Francisco. Le Guin age da mesma maneira. Onde há problemas e dores, ela demonstra, mesmo que isso vá contra suas aparentes convicções.
Em resumo, "Os Despossuídos" consegue demonstrar a mesma qualidade de "A Mão Esquerda na Escuridão", ratificando que a Ursula é uma autora fenomenal e completa. Se você gosta de obras inteligentes e instigantes, não pode deixar de ler esse trabalho. Finalizo por aqui, espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!
Olá, Luciano.
ResponderExcluirEu tenho aqui na estante o livro O Feiticeiro de Terramar da autora, mas ainda não li. Eu comecei a ler as resenhas e percebi que vou ter bastante dificuldade com o livro por isso deixei ele parado na estante. Tenho ele desde que a Arqueiro relançou. E acho que terei a mesma dificuldade nesse. Esse é um estilo de livro que foge totalmente da minha zona de conforto.
Prefácio
Oi, Sil! É um excelente livro, acreito que você irá gostar da leitura.
ExcluirOi Luciano, tudo bem?
ResponderExcluirTenho lido poucos livros com viés político, mas gosto bastante.
Achei super instigante essa premissa de um mundo socialista, um capitalista e outro anarquista, e como as relações de poder se constroem nessa dinâmica. Ótima dica!
Beijos,
Priih
Infinitas Vidas
Oi, Pri! O livro é riquíssimo, quando puder não deixe de conferir. Beijos!
ExcluirOi Luciano.
ResponderExcluirO livro parece ser mesmo sensacional. Amo obras bem construídas que sejam instigantes porque me sinto mais presa a leitura. Não me recordo se já conhecia a autora, mas vou deixar registrado o nome dela.
Beijos.
Blog: Fantástica Ficção
Oi, Jéssica! O livro é excelente, muitíssimo rico. Não deixe de o conferir. Beijos!
ExcluirOi Luciano, que resenha ótima, porém não é nem um pouco meu estilo de leitura, deixarei para a próxima!
ResponderExcluirBeijos Mila
Oi, Camila! Que pena, pois o conteúdo do livro é excepcional. Beijos!
ExcluirOlá Luciano, não conheço esse livro, mas parece ser incrível. Ainda mais como o tema foi abordado, é facilmente encaixado em nossa realidade... rs
ResponderExcluirBjks!
Mundinho da Hanna
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Oi, Hanna! O livro é incrível. Se puder não deixe de o conferir. Beijos!
ExcluirOlá, Luciano!
ResponderExcluirÉ sempre muito enriquecedor o seu modo de apresentar o livro. Apesar de não ser muito o tipo de obra que costumo ler, sei que a curadoria da Aleph é impecável.
Foi com saber mais da autora e da obra.
Um beijo,
Fernanda Rodrigues | contato@algumasobservacoes.com
Algumas Observações
Projeto Escrita Criativa
Oi, Fernanda! A obra é maravilhosa, e esta edição da Aleph está bem caprichada. Beijos!
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