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Mostrando postagens de junho, 2025

Resenha: Olhos D'Água

LIVRO: OLHOS D'ÁGUA  ANO DE LANÇAMENTO: 2014 AUTORA: CONCEIÇÃO EVARISTO  EDITORA: PALLAS  NÚMERO DE PÁGINAS: 116 CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆ Sinopse:  Olhos d’água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Zaíta. Ou serão todas a mesma mulher, captada e recriada no caleidoscópio da literatura em variados instantâneos da vida? Elas diferem em idade e em conjunturas de experiências, mas compartilham da mesma vida de ferro, equilibrando-se na “frágil vara” que, lemos no conto “O Cooper de Cida”, é a “corda bamba do tempo”. Em Olhos d’água estão presentes mães, muitas mães. E também filhas, avós, amantes, homens e mulheres – todos evocados em seus vínculos e...

Até Logo Mais!

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  ATÉ LOGO MAIS! Hoje, venho com o coração envolto em silêncio, não para dizer adeus, mas para anunciar uma pausa. No dia 09 deste mês, sigo viagem. Um percurso  necessário, conduzido pelo trabalho, mas igualmente orientado por algo maior — esses chamados que não podemos ignorar quando a vida nos sussurra com firmeza. Estarei ausente deste blog por algum tempo. Estimo que dois, talvez três meses. Mas não encarem esse intervalo como ausência — vejam-no como um recolhimento. Um tempo de escuta, de aprendizado, de entrega. Assim como a terra precisa do inverno para florescer na primavera, também as palavras precisam repousar, para depois renascer com mais Luz, ou trevas, vai saber. Convido vocês a revisitarem os textos que já foram deixados aqui — cada um deles é um pequeno altar, um respiro, uma possibilidade de reencontro com algo maior. Às vezes, o que foi escrito há tempos carrega agora uma resposta que antes não sabíamos ...

Resenha: Contos de Bebês Reborn

LIVRO: CONTOS DE BEBÊS REBORN ANO DE LANÇAMENTO: 2025 AUTOR: FABIANO CALDEIRA  EDITORA: AMAZON  NÚMERO DE PÁGINAS: 81 CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆ SINOPSE: Contos e minicontos nada fofos envolvendo o tema tão falado no momento: os bebês reborn. Pequenas histórias -- um tanto doidas, é verdade -- que têm muito a dizer. Espero que alguma mexa com você. Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de resenha por aqui! Vem conferir! Que tal um livro com uma temática absolutamente atual? Refiro-me aos bebês — mais especificamente, aos bizarros e controversos bebês reborn. Nesta instigante coletânea de contos, o escritor Fabiano Caldeira nos conduz por caminhos sombrios e inesperados, explorando o universo dessas figuras infantis sob a ótica do terror psicológico e do suspense. A obra reúne quatro minicontos e cinco contos, todos habilmente entrelaçados pelo fio condutor da inquietação provocada por esses bonecos hiper-realistas. A seguir, compartilho minhas impre...

Sobre Consciência Como Ela É

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui! Vem conferir! SOBRE  CONSCIÊNCIA COMO ELA É Ontem, enquanto eu esperava o café coar, olhei pela janela e vi um passarinho bicando o próprio reflexo no vidro do vizinho. Aquilo me fez pensar — coisa perigosa essa de pensar logo cedo — sobre o que a gente anda bicando por dentro. Tem gente que diz que o amor é o que temos de mais precioso. Outros colocam a fé nesse pedestal. Eu, mais comedido e talvez um tanto calejado, digo que é a consciência. Essa filha da puta é, efetivamente, a coisa mais cara que temos. E não me refiro a preço de mercado, não. Falo de custo íntimo, desse que cobra em noites insones, suspiros engolidos e silêncios gritantes. Ter consciência é acordar todos os dias com a obrigação de não fingir que não viu. É lembrar do que disse, do que calou, do que fez e do que deixou de fazer — com nome, data e culpa. E ainda assim, seguir em frente, de café coado e alma cansada, ten...